20111128

Kestões de Necessidade (Será que precisamos disso?)

Não nos basta transportar o lixo, reciclar as coisas, separar resíduos sólidos nem delimitar mais aterros. O que queremos e não produzir o lixo!!!!
Nos ensinam; “não jogue o lixo no chão!”, nós aprendemos: “Não produza o lixo!”
Jamais resolveremos a questão do lixo empurrando os detritos para “outro lugar!”. Este “outro lugar” não existe. É aqui mesmo na Terra, entre nós. O lixo orgânico de Bangladesh ou o lixo atômico de Chernobyl, todos foram aterrados no mesmo planeta, o nosso! O lixo é de todos nós, dos que o produzem e dos que o aceitam. Se não há como lutar contra o lixo... há como não produzi-lo
Então se faz emergente uma Cultura de Não Produção de Lixo.

Mas para isso é preciso nos confrontar, encarar as nossas necessidades. É necessidade nossa digerir refrigerantes? É mesmo necessário devorar tantas embalagens simbólicas? É de nossa natureza depender dos recipientes plásticos?
Se não kestionarmos essas necessidades jamais escaparemos do eterno retorno do processo de reciclagem.
É nossas “necessidades” que devem separadas, transportadas, compactadas e soterradas muito além de nossa memória.
São nossas latas de futilidades, sacolas de prazeres passageiros, caixas de emoções previstas que devem ser incineradas.
É a nossa vontade incontida de “possuir” que deve ser lacrada e carimbada como radioativa.
São nossos indispensáveis “desejos” que devem ser descartáveis, lixo hospitalar, resíduo tóxico...
É nossa alienação que deve ser carbonizada.
Senão nossa falta de bom senso ainda haverá de assalariar mais catadores de lixo.

Ninguem nos obrigou a beber cocacola!
Quem foi que aceitou-a?
Para enfrentar o inimigo, é preciso enfrentar a nós mesmos...

Que o caos esteja conosco

CCP

1 comentário

interrompemosaprogramacao disse...

Obrigada por divulgar este tema tão importante!

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